Este blog não foi criado para quem já fechou as persianas de sua mente e cuidadosamente as fixou para que nenhum filete de luz de novas idéias penetre e perturbe sua sonolenta e estagnante zona de conforto. Este blog é para os poucos que querem entrar na terra firme da experiência direta por não verem outro caminho mais seguro a tomar.
02 janeiro 2011
Expansão Urbana
Expansão Urbana II (Montanhas Atrás de Montanhas)
Você me ouviu cantando e me disse para parar
Desista dessas coisas pretensiosas e apenas bata o cartão
Esses dias na minha vida eu sinto que não têm propósito
Mas tarde da noite o sentimento nada para a superfície
Porque na superfície, as luzes da cidade brilham
Eles estão me chamando, venha e encontre o seu tipo
Às vezes me pergunto se o mundo é tão pequeno
Que nós não podemos nos livrar da expansão urbana
Vivendo na expansão urbana
Shoppings mortos surgem como montanhas atrás de montanhas
E não há fim à vista
Eu preciso da escuridão, alguém por favor corte as luzes
Nós andamos de bicicleta até o parque mais próximo
Nos sentamos debaixo dos balanços, nos beijamos na escuro
Nós protegemos nossos olhos das estrelas caindo
Nós fomos para longe, mas não sabemos o porquê
No rio escuro, as luzes da cidade brilham
Eles estão gritando para nós, nós não precisamos do seu tipo
Às vezes me pergunto se o mundo é tão pequeno
Que nós não podemos nos livrar da expansão urbana
Vivendo na expansão urbana
Shoppings mortos surgem como montanhas atrás de montanhas
E não há fim à vista
Eu preciso da escuridão, alguém por favor corte as luzes
Eles me ouviram cantando e me disseram para parar
Desista dessas coisas pretensiosas e apenas bata o cartão
Às vezes me pergunto se o mundo é tão pequeno
Nós poderemos fugir da expansão urbana?
Vivendo na expansão urbana
Shoppings mortos surgem como montanhas atrás de montanhas
E não há fim à vista
Eu preciso da escuridão, alguém por favor corte as luzes
Eu preciso da escuridão, alguém por favor corte as luzes
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Escolho meus amigos pela pupila
Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos. Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco! Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta. Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice! Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa. Tenho amigos para saber quem eu sou. Pois ao vê-los loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que a "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos. Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco! Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta. Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice! Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa. Tenho amigos para saber quem eu sou. Pois ao vê-los loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que a "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.
Oscar Wilde