Este blog não foi criado para quem já fechou as persianas de sua mente e cuidadosamente as fixou para que nenhum filete de luz de novas idéias penetre e perturbe sua sonolenta e estagnante zona de conforto. Este blog é para os poucos que querem entrar na terra firme da experiência direta por não verem outro caminho mais seguro a tomar.

31 dezembro 2013

Não subestime o poder do pensamento condicionado

Lançando as bases de um paradigma racional

Caros confrades, juntos estamos lançando as bases de um paradigma racional e seguro para um funcional processo de ego-esclarecimento no qual, se for devidamente levado a sério e com a paixão necessária, poderá resultar no devido e necessário "estado de  prontificação" pelo qual possa se dar o advento do realístico autoconhecimento: o desvelar do Que Somos. 

Estamos trabalhando juntos um modo de desmistificar o que ainda é visto como místico e sem praticidade para o atual e estressado modo de existir sem vida.

Por meio de um convite objetivo — a ideia da possibilidade de deter o desgastante fluxo do pensamento compulsivo obsessivo — a cada passo dado neste Caminho sem caminho, nos aproximamos da subjetividade curativa deste paradigma: o tornar-nos nossa natureza real, expressa como Perene Consciência Amorosa Integrativa.

Para tanto, a meditação, a observação sem escolhas, tem se mostrado a ferramenta usual para a busca de um contato consciente com a Realidade que somos. Por meio dela, absorvemos o que é real e nos absolvemos do falso.

Nunca é demais ressaltar que o objetivo primordial deste paradigma é muito mais do que o deter do mecânico e fragmentário fluxo do pensamento condicionado, com suas resultantes emocionais desequilibradas, bem como da deturpação dos sentidos; seu objetivo real é a manifestação da experiência do Real, da esquecida Verdade que somos, a volta ao lar, o encontro de nossa terra prometida.

É o transmutar que vai da des-identificação do espírito humano como sendo a neurótica personalidade umbigóide desenvolvida num determinado espaço-tempo, para a Deus-identificação com a realidade que somos, sem a qual, torna-se impossível a manifestação de nosso estado natural manifesto em unidade interna e bem estar-comum (não mais oscilante pela ação de nossas manias, tendências e hábitos egocentrados).

De fato, levar a cabo este paradigma, não é nada fácil. Ele nos pede, inicialmente, por um processo de fé, entrega, coragem e, sobretudo, paciência.

Antes que você saia correndo, pedimos para que não se assuste diante do termo "fé". Não o usamos aqui com aquele antigo e irrefletido ranço proveniente das nossas experiências colhidas nos sistemas de crença organizados, que erroneamente acreditávamos ser religião. Em última análise, aquilo que aqui chamamos de "fé", já é algo presente em nosso cotidiano. Em termos de exemplificação: quando desconhecemos um caminho que precisamos tomar para o alcance de um determinado local, depositamos fé num mapa físico, num guia, nas placas e, mesmo assim, quando ainda inseguros, depositamos fé quando nos detemos diante de algum caminhante e nos certificamos com ele se estamos trilhando o "caminho de modo acertado". Esse caminhante é o que agora chamamos de "Confrade Consciencial"; alguém com quem podemos "pensar alto" sobre nossos medos, ansiedades, angústias, confusões emocionais e nossos desconexos sentimentos que sempre, inicialmente, se apresentam como forças contrárias ao que julgamos ser "a grande aventura do espírito humano".

Que a cada "agora" deste novo ano, possa a Consciência que somos retomar seu devido espaço de ação, até que tenhamos a bem-aventurança de Nela nos dissolvermos juntamente com nossa ilusória crença de tempo, espaço e separatividade.

Bem haja excelência no agora que somos!

Outsider

27 dezembro 2013

Abrindo mão do pacto com a irrefletida tradição

Constatação sobre a necessidade do silêncio holístico

Somente quando estamos em holístico estado de silêncio, ou seja, quando nossos corpos mental, emocional e dos sentidos se encontram em estado de quietude, inabalados, é que podemos sentir a verdadeira, calorosa e pacificante energia do Ser que somos. Nesse estado é que se encontra a verdadeira bem-aventurança. O resto, é bafo!

Outsider

24 dezembro 2013

A importância da aceitação da impotência diante do fluxo mental

A grande viagem do gênero humano

 A grande viagem de libertação do gênero humano
poderia muito bem ser representada pela arte de dois grande gênios:
do encolhido e retesado "Pensador" de Rodin,
ao todo aberto "Homem Vitruviano" de Leonardo Da Vinci.

Outsider

22 dezembro 2013

Em busca do Elo Perdido

Sobre a corrupção do condicionamento físico

O atual momento da sociedade, tem direcionado a preocupação com o condicionamento físico, somente no sentido de atender as descabidas exigências feitas pelo massivo condicionamento de ajustamento a uma "consciência ególatra". Urge uma reviravolta que aponte para a devida preocupação com a manutenção corporal, como subsídio básico para a potencialização de um processo de resgate da consciência da "Consciência que somos". 

Outsider

14 dezembro 2013

Diálogo sobre Consciência Cósmica e Estado de Prontificação

O que significa "Espírito de Cuidar do Ser?"

R: Olá Out! Estive na sala hoje e gostaria muito de falar com você a respeito de tudo. Não porque não sou boa ouvinte mas porque quero absorver suas vitorias e dividir as minhas... obrigada por me adicionar!

Out: Seja bem vinda em "Espírito de Cuidar do Ser!"

R: Vai ter que explicar essa frase kkk ''espírito de cuidar do Ser''. Diferente!

Out: Prefiro deixar você meditar nisso.

R: Já meditei muito!

Out: temos tempo para "cuidar" de tudo... menos, das qualidades do SER que nos faz ser; penso ter esclarecido

R: Primeiro preciso saber o que VOCÊ chama de ''o Ser''?

Out: EU e VOCÊ, sem um EU e VOCÊ... AQUILO QUE É, que aquilo que "pensa ser", desconhece.

R: VOCÊ é muito confuso nas explicações, venho acompanhando seu facebook e o paltalk e ainda não consigo entender sua forma de pensar..

Out: Sou eu que sou confuso ou você que está confusa e por isso não consegue compreender algo tão claro?... Veja: você é paz? Você é felicidade? Você é liberdade? SE não for, ESTÁ CONFUSA! (sem fuso, sem centro)

R: Eu sou super bem esclarecida, estudo sobre personalidade, religião, motivação... Mas a sua ideia, seu ponto vista...

Out: Como pode dizer ser tão bem esclarecida se não consegue compreender aquilo que você diz ser o meu "ponto de vista"?

R: Eu sou paz, eu sou felicidade, eu sou liberdade, mas sou exploradora de mim mesma... Eu compreendo 70% do seu ponto de vista.

Out: Vamos devagar... não nos apeguemos em ideias e conceitos... sejamos REALISTAS, DE FORMA MINUCIOSA E DESTEMIDA. Vamos devagar!... Se você é uma EXPLORADORA DE SI MESMA, veja: como pode ser paz, felicidade e liberdade?... Isso ainda são conceitos!

R: Não!

Out: Se fossem FATOS, não haveria mais exploração; não haveria NÃO COMPREENSÃO de coisas simples que a mente rotula como CONFUSAS.

R: Tudo antes de se tornar real passa por um processo de filtragem; uns chamam consciência, outros decisão e outros chamam escolhas; todos os fatos são conceitos não decididos. Só existem mentes confusas quando não nos conhecemos ou não procuramos nos conhecer. Quando somos dominados por emoções que não são conhecidas, dominadas ou reconhecidas por nós mesmos.

Out: Você afirma que "tudo antes de se tornar real passa por um processo de filtragem"... Isso é fato quando você ainda se mantém presa na identidade IRREAL, na personagem que acredita na necessidade de uma análise, que acredita num processo para perceber o que é factual, que não consegue "ver de imediato",  sem ação do tempo, da memória,  sem a ação dos racionais, dualistas e separatistas conceitos de "certo e errado", por causa dos empecilhos e entraves egóicos.

R: Sou feliz porque reconheço minhas emoções, absorvo, trato minhas emoções, e domino elas.

Out: veja, se você é feliz, por que se preocupar em compreender meu "confuso" modo de pensar? Por que não dedicar seu tempo e energia para gravar SEUS ÁUDIOS com bastante clareza, apontando ao outro como você conseguiu SER FELIZ?

R: Não!

Out: Se você é feliz, por que perder seu tempo em ouvir áudios de um cara "confuso"?

R: Quero conhecer pessoas, não essa física, mas sim o que vocês são na realidade... VOCÊ acha que, por eu tratar minha emoções, estou presa à uma identidade irreal?

Out: Vamos com calma aqui... Deixe reverberar... não dispare o teclado mental!

R: Então está me dizendo que tenho que sentir e expor as coisas sem me preocupar com nada? Tipo irracional... Vamos agir por instinto?

Out: Espere... Espere... Não dispare reativamente!... Deixe reverberar!... Quero lhe perguntar algo.

R: "Não dispare o teclado mental" ??? Agora quer que eu pense antes de escrever? Tudo bem... Me pergunte.

Out: Prefiro que sinta! "Quem é esse "Eu", que "pensa" que "tem que tratar" suas emoções?... Se você for séria, não me responderá de imediato...

R: Por que?

Out: Nada, absolutamente nada, pode alterar sua ESSÊNCIA VERDADEIRA, acrescentar ou subtrair algo. Isso é uma ilusão criada pela identificação com o ego, com a personagem criada ao longo dos anos.

R: Não quero que me leve a mal, queria um diálogo fluente, com perguntas e respostas, com debates saudáveis entre nós, a única coisa que sei e que não vou forçar VOCÊ a me explicar algo que talvez nem você entenda ao certo.

Out: Veja "R", se você quer ficar no nível das ideias, dos debates, nosso contato de nada vale, pois isso não vem pelas ideias, pelos conceitos, pelas palavras, pelas explicações.

R: E como você sabe quando se é um personagem e quando se é a essência verdadeira?

Out: Isso vem de outra dimensão!

R: ?

Out: Isso é do intuir intrínseco, visceral... Isso é da dimensão do coração, da dimensão do SER-CONSCIÊNCIA na qual somos.

R: Mesmo assim se explica.

Out: Você está no mental querendo algo que é da dimensão do coração... Não vira! Não absorve!... O que é grosseiro não absorve o sutil!... O intelecto é muito grosseiro, limitado!

R: Não acredito nisso! A mente é linda! Grandes capacidades!

Out: Sim! A mente quando servidora, quando somente e tão somente uma ferramenta de confiança de uma Consciência Amorosa Integrativa pode manifestar maravilhas oriundas da dimensão do Não-Manifesto. No entanto, quando destituída das Supra-faculdades dessa Consciência, só é capaz de todo gênero de atrocidades! Uma ferramenta nas mãos de um "justo", produzirá resultados justos; a mesma ferramenta, nas mãos de um "não-justo"... A mente precisa estar "ajustada" ao seu real tamanho... Precisa perceber que ela "não é o cara!"... O intelecto é quem diz: "Eu sou super bem esclarecida, estudo sobre personalidade, religião, motivação.... Mas a sua ideia, seu ponto vista..."

R: Só respondi sua pergunta.

Out: Repito:Você está no mental querendo algo que é da dimensão do coração... Não vira! Não absorve!... O que é grosseiro não absorve o sutil!... O intelecto é muito grosseiro, limitado! Isso só é possível, quando na dimensão da Consciência, quando na dimensão do SER que somos... Bem, não pretendo dedicar tempo e energia em "confrontos de ideias"; melhor ficarmos assim: você com sua felicidade e crença no poder da mente e eu, aqui, com minha confusão. Só um detalhe: confusão esclarecida!

R: Às vezes as pessoas quando sofrem ou que não se encaixam no sistema ou mundo relativo, saem com novas religiões para explicar suas falhas e se sentir importante. Ok!

Out: Pois é!

R: Felicidades!

Out: Vai ver que é isso mesmo! Você deve ser toda RAZÃO! Obrigado pelo seu CONHECIMENTO!

R: Qual conhecimento?

Out: Creio que nossa conversa explica bem o sentido de "em espírito de Cuidar do Ser" — onde o confronto de ideias de nada vale — o qual só se manifesta quando toda razão e conhecimento separatista são deixados de lado.

R: Impor modo de pensar... Dizer que "alguém" não é capaz realmente, não me faria feliz...

Out: Eis o problema: a crença num "alguém"... Quem é a "entidade" que se defende por meio de ataques? Quem é esse "alguém" que "julga ser imposição"?

R: Eu vi isso no nosso bate papo.

Out: Não estou "batendo nada", só compartilhando! Sou responsável apenas pelas minhas palavras e não pelo modo, pelo fundo psicológico com o qual você as recebe.

R: Isso se chama egoísmo!

Out: Acho melhor encerrarmos por aqui; tenha um excelente dia!


R: Eu já tinha encerrado! Para você também!

10 dezembro 2013

Olhando para o processo de retomada da Consciência

Não crer na glória de sua própria alma é o que a Vedanta chama de ateísmo. Swami VIvekananda
Ao utilizar o termo "realização" refiro-me, é claro, não apenas a uma concepção moral, ou teórica, a qual pode vir e ir, mas exatamente ao CONHECIMENTO COMO PARTE DE NÓS MESMOS, em outras palavras, que está em nós e além de nós. É difícil prolongar esta explanação, a qual pertence à consciência que transcende os termos de uma linguagem que é aceita, conhecida e vivenciada por todos. (...) A "Realização", no sentido usado, não é uma experiência de muitos homens e tampouco pode ser enquadrada numa combinação de elementos lógicos e expressos pela linguagem da mente, nem se desdobrar de componentes similares e, desse modo, finalmente torna-se acessível à mente externa.
Portanto, GOSTEMOS OU NÃO, este é um fato e nada pode mudá-lo. Não obstante, um tipo de consolo existe. Aqueles que vivenciaram a Realização sempre a reconheceram, embora fossem incapazes de expressá-la em palavras.
Na língua francesa, tão admiravelmente adaptada à mais sutil espécie de pensamento filosófico, há uma bela expressão: "L'ODEUR DE SAINTETÉ", isto é, "o odor da Santidade". Usando o mesmo idioma, podemos dizer "o odor da Realização", numa tentativa de definir o indefinível.
Mouni Sadhu, em, "Meditação"

06 dezembro 2013

Despiração do Ser

No surto,
Nosso ar 
É curto... 
Inspire e, 
Despire... 

Outsider

Fato


05 dezembro 2013

Constatação sobre hipnose coletiva

Em outros tempos, hipnotizavam-se as pessoas, com a ajuda de um relógio de bolso.
Hoje, ainda de bolso, o aparelho usado, é o celular.

Outsider


É preciso perceber o que os religiosos estão apontando

Às vezes podemos compreender e realizar em nós o significado místico dos ensinamentos dos Mestres, mas a nossa personalidade esquece facilmente esses momentos tão importantes.  "O caminho é longo e eu estou longe do lar" -  Mouni Sadhu - Dias de Grande Paz
Você com certeza, já de ter vivenciado a experiência de, enquanto caminha descontraidamente pela rua, ser abordado por um desconhecido que lhe solicita informações de como chegar em determinado local. Quase sempre, mesmo se não conhecemos bem o caminho, mesmo se temos apenas uma breve noção do local perseguido por tal caminhante, é muito forte nosso impulso interno para compartilhar algo que lhe faculte tal aproximação. Se, de fato, com propriedade já estivemos em tal local, não será difícil "apontar" pela direção, "apontar" por determinados pontos pelos quais o caminhante possa perceber, durante sua caminhada, que está se deparando com a direção correta. Quase sempre, quando o caminhante de nós se despede, podemos perceber que, para ambos, dá-se um sentimento prazeroso que se manifesta na ação do compartilhar. Não sabemos se o caminhante, de fato, alcançará o local que lhe apontamos, mas, permanece em nós, mesmo que por breves instantes, o anseio de que o mesmo possa desfrutar da tranquilidade de ter alcançado o objetivo de seu caminhar. Quanto a nós, alegremente, prosseguimos em nossa direção.
Outsider

Constatação sobre a troca de informação

Você com certeza, já de ter vivenciado a experiência de, enquanto caminha descontraidamente pela rua, ser abordado por um desconhecido que lhe solicita informações de como chegar em determinado local. Quase sempre, mesmo se não conhecemos bem o caminho, mesmo se temos apenas uma breve noção do local perseguido por tal caminhante, é muito forte nosso impulso interno para compartilhar algo que lhe faculte tal aproximação. Se, de fato, com propriedade já estivemos em tal local, não será difícil "apontar" pela direção, "apontar" por determinados pontos pelos quais o caminhante possa perceber, durante sua caminhada, que está se deparando com a direção correta. Quase sempre, quando o caminhante de nós se despede, podemos perceber que, para ambos, dá-se um sentimento prazeroso que se manifesta na ação do compartilhar. Não sabemos se o caminhante, de fato, alcançará o local que lhe apontamos, mas, permanece em nós, mesmo que por breves instantes, o anseio de que o mesmo possa desfrutar da tranquilidade de ter alcançado o objetivo de seu caminhar. Quanto a nós, alegremente, prosseguimos em nossa direção.

Outsider


29 novembro 2013

Desprogramando a tele-ilusão

Enquanto eles 
Curtem The Voice, 
Em meu canto, 
 Encurto esta voz, 
Ao alcance da Voz
De Divino encanto.

Outsider

28 novembro 2013

Quem é você?

Deixe me fazer uma pergunta: 

Quem é você?
Seu passado?
Suas lembranças?
Sua memória?
Ou você é essa Consciência,
Aqui e agora,
Que está se tornando consciente 
De uma história?

Outsider


O doloroso processo de resgate da sanidade consciencial

20 novembro 2013

Constatação sobre as conversações

Você tem algo novo pra dizer 
ou só, novamente, o mesmo?

Outsider

10 novembro 2013

Constatação sobre uso de calmantes

...
Buscar no calmante, 
a calma de antes, 
é permitir, atuante,
o medo debilitante.

Outsider


06 novembro 2013

Constatação social

A sociedade é um 
clube de escravos, 
do qual, há muito, 
deixei de pagar suas
impostas anuidades...

Outsider


04 novembro 2013

Constatação sobre dependência psicológica

É preciso observar tudo que se apresenta, momento a momento. Observar por detrás de todo sentimento a manifestação da obscura forma de dependência psicológica. O pensamento, em sua própria essência, em sua própria natureza, é dependente, visto que é ação do tempo, é memorização ou projeção. Como pode o pensamento que em sua natureza é dependente, gerar por si mesmo a libertação de toda forma de dependência?

Outsider

03 novembro 2013

Tristes ruídos estéreos

Todos a jogar o jogo 
de ser gente séria,
Só pra disfarçar o nojo
De uma mente estérea.

Outsider

01 novembro 2013

Constatação sobre Deus e a neurose

Se o neurótico é aquele cuja mente está repleta de 
exigentes vozes umbigóides, então, Deus, 
com certeza, é o maior de todos os neuróticos.

Outsider

29 outubro 2013

Uma visão sobre a mente séria


Em geral, pensamos ser "sérios", isto é, dispostos a um exame refletido dos problemas da vida - e até certo ponto o somos, pois do contrário não estaríamos aqui... A mente vulgar, superficial, pode também tornar-se muito "séria"; mas, quando se torna "séria", torna-se também algo absurda. Não sei se já notastes como as pessoas de mente vazia se mostram, freqüentemente, muito sérias. São muito loquazes, tomam ares importantes, e para essa mente tudo se torna um problema que cumpre estudar, analisar, penetrar; entretanto, continua a ser uma mente muito pouco profunda. E há, também, a mente muito lida, muito hábil no argumentar, no analisar, capaz de aduzir citações, extraídas de seu vasto reservatório de conhecimentos. Como muito bem sabeis, esse tipo de mente é solerte, incisivo, hábil, mas eu não a chamaria uma mente séria, como assim não o chamaria à mente superficial que quer mostrar-se séria. E há, ainda, a mente sentimental, emotiva, que facilmente se apaixona e se deixa levar a um sentimento de superficial qualidade, chamado "devoção"; mas essa mente, para mim, também não é séria.

 JIDDU KRISHNAMURTI



Constatação sobre momentos de deserto

Só uma desértica mente superficial pode se contentar 
com um pequeno e solitário oásis, quando se dispõe 
de um imenso oceano no ser que É!

Outsider

Constatações do coletivo barulho mental

A triste realidade interna do desconhecido ser que você é, 
grita por socorro, tão alto, que não consigo se quer ouvir
os racionalistas arrotos intelectuais provenientes de sua mente estúpida. 
Por Deus:... Há urgência — Acorde!

Outsider

Constatação sobre esforço

Observe: 
Tudo que você combate, 
Reforça-se, e, lhe abate. 
Observe-se!

Outsider

28 outubro 2013

Constatação sobre a letra e o espírito

A letra produz blá-blá-blá 
O espírito, o silencia.

Outsider

Constatação sobre indiretas on-line


Bem-aventurado todo aquele que sofre indiretas on-line 
por causa de seu modo "socialmente desajustado de ser", 
resultante de sua ousadia em pensar fora da fôrma.

Outsider

Constatação sobre o pensar

Penso, 
logo, 
Sou tenso.
Relaxo e,
o Real,
Me acha.

Outsider

27 outubro 2013

Uma mensagem não egocrática

Constatações sobre o ego

Faz parte do ego, após ter um pequeno "lampejo iniciático da 'Coisa'", numa tentativa de retardar o processo da retomada da Consciência Real que somos, passar a amenizar a escuta atenta, começar a formular imagens através de novos condicionamentos e partir pelo mundo — desvirtuando a fala do finado poeta — disparando contra o Sol sua "mental-lhadora" cheia de mágoas, se achando "eu sou o cara", sem perceber que o tempo não parou e é ego que continua rolando seus dados livrescos, sobrevivendo sem nenhum arranhão...
Outsider

Palestra Prof. Huberto Rohden - As ilusões do ego

26 outubro 2013

O samba divino

O que acontece quando você bate a canela, ou alguém a chuta com força? Você, por reflexo, acaba pulando numa só perna. Com isso, você aprende a se manter em equilíbrio, aprende a não ficar fixo em nenhum lugar, a não criar raízes... Só aí, a liberdade, em seu tempo certo, pode se manifestar... Esse é o samba no ritmo do Ser que somos!

Outsider

Um poema, para um amigo marqueteiro

Suas vendas
lhe vendam 
enquanto, 
vendendo, 
você se 
vende. 
(...)
Venha: 
O Real, 
espera! 

Outsider

Lipoaspiração mental

Fazemos lipoaspiração mental. 
Grátis, uma vida de realidades!

Outsider

25 outubro 2013

Constatação sobre os "sérios buscadores" da Verdade

Boa parte dos "sérios buscadores" não são "achados" pela Verdade, porque estão tão obcecados em achar possíveis contradições naquele que se diz verdadeiro, que não lhes sobra energia vital para o encontro com a Realidade; nessa obsessão pelo externo, perdem-se do que lhes é interno e essencial.

Outsider

Momentos

Sou feito corda tensionada, cujos extremos são de 
separatistas pensamentos e de contemplativa meditação. 

Outsider


Constatação sobre dietas

Alguém postou no Facebook:

Pensei comigo: Isso é fácil!
Quero ver é se abster do "dietante"

Outsider


A Brava Confraria dos Adormecidos Samurais - parte 1

Sejam todos bem vindos à mais uma reunião da Brava Confraria dos Adormecidos Samurais. Esta é uma reunião para homens e mulheres que não fizeram o devido uso do sentido que aponta a palavra "Samurai", que é — nascido para servir.
Esta é uma reunião para todos aqueles que se encontram cansados, prostrados, amargurados à sombra de suas lembranças, de suas dolorosas associativas memórias reativas, as quais, lhe roubam o sono e a alegria de viver.

Ela foi criada para todo aquele que já não vê lógica e nem razão em sustentar símbolos, imagens, em contar repetidamente falsas histórias que nos condicionam ao medo e à hipocrisia e à uma falsa moral social que a todos tiraniza, que a todos corrompe, que a todos fragmenta; uma moral umbigóide que, a todos, em seu devido tempo, desmoraliza. 
Esta é uma reunião de homens e mulheres que se desencantaram com as promessas sociais de respeitabilidade e com aquilo que, por longos anos, erroneamente, sustentaram como sendo "Honra". Uma reunião para homens e mulheres que se enojam diante dos hinos, dos aplausos acompanhados de sorrisos plásticos de laboratório. Homens e mulheres que, no escuro de seus quartos, adentraram num doloroso processo de retomada de Consciência e que, por meio deste, se aperceberam da a insanidade de continuar sustentando uma vida de "falsas apresentações"  e, assim, ousando ouvir o chamado, de bom grado, despediram-se de seus arrogantes exploradores e atiraram fora, suas dolorosas e desconfortantes zonas de conforto, partindo para vácuo do desconhecido...
Esta é a reunião de Adormecidos Samurais que tiveram a coragem de superar o enorme medo de inventariar suas inconscientes ações passadas e sem mais querer fugir pela narcotização de seus respectivos fantasmas, nascidos dos danos causados tanto a si como a terceiros.


Caros senhores, auto-candidatos para a iniciação nesta Confraria de Esquecidos Samurais, de coração, recebam as nossas boas vindas e o nosso muito obrigado pela coragem de terem virado as costas para a insanidade deste sistema consumista que a todos nos consome; nosso muito obrigado pelo seu bem-aventurado momento de Presença! Que Deus abençoe a todos os Deuses que são vocês!

Outsider

Constatação sobre a busca de certezas

É pelo irracional vício 
de buscar por certezas 
que a virtude do mistério
não se faz em inteireza.

Outsider

Constatação da força egóica

Dizem que, o que não nos mata, nos torna mais fortes; 
agora entendo, o porque de tantos egos se digladiando...

Outsider

24 outubro 2013

Constatação sobre os choques psíquicos


Se a noz não sofrer a ação dolorosa 
do martelo em sua casca, 
não pode nos brindar com o seu sabor.

Outsider

Por Que a Gente é Assim?

Ao ritmo de Cazuza...
 Por Que a Gente é Assim? - 2

Só mais um blog?
É claro que eu tô a fim
A busca nunca tem fim
Por que quê a gente é assim?

Ficar agora consigo
E não desgrudar de si
Ver se ao menos resolve
Não mais fugir assim...

Ser guru de nós mesmos
Antes que o ego nos coma
Sem mantras, nem pranas
Por que a gente não é assim?

Só mais um blog?
É claro que eu tô a fim
A busca nunca tem fim
Por que quê a gente é assim?

Todos têm exatamente
Três mil horas
Prá poder reverberar
Seu bem, você já tem tudo
Prá que se conquistar?...

Todos têm apenas um segundo
Um segundo
Prá aprender se observar
Todos têm a vida inteira
Baby!
A vida inteira Prá se desfrutar...

Ficar agora consigo
E não, não
Não desgrudar de si
Ver se ao menos resolve
Não mais fugir assim...

Todos têm exatamente
Três mil horas
Prá poder reverberar
Seu bem, você já tem tudo
Prá que se conquistar?...

Todos têm apenas um segundo
Um segundo
Prá aprender se observar
Todos têm a vida inteira
Baby!
A vida inteira
Prá se desfrutar...

Constatação sobre pais e filhos

Deixar um planeta melhor para nossos filhos ou filhos melhores para o nosso planeta? Talvez, a resposta indireta para esta pergunta, esteja em: pais melhores, neste planeta, já!

Outsider

Constatação sobre a importância do egoconhecimento

Uma bexiga cheia de ar aquecido pode subir às alturas por um determinado tempo, mas, seu destino é o vazio, a umidade e a dureza do solo. O mesmo acontece com um ego inflado quando se depara com uma voz quente reverberando o Ser que somos; pode momentaneamente ser levado às alturas. Tal qual no Cristianismo, na Parábola da transfiguração no Monte Tabor, o ego tende a querer se estabelecer ali, montar sua surrada tenda e viver naquelas brisas benfazejas. Mas a Consciência sabe da necessidade de descer ao solo do egoconhecimento, onde ali, em meio do reconhecimento do joio e do trigo, dá-se o resgate, momento a momento, dessa Consciência que somos. Há que se ter Consciência: A seara é realmente grande, mas poucos, são os sérios ceifeiros.

Outsider

23 outubro 2013

Constatação sobre quem somos

Se eu lhe apresentar uma pequena pedra de gelo e lhe perguntar o que você vê, é natural, numa reação condicionada pela habitual e irrefletida visão de superfície, rapidamente você me responder: "Gelo!" Mas, se a mesma pedra de gelo, for exposta por alguns minutos à ação dos raios solares, e, após isso, eu lhe perguntar o que você vê, você me responderá: "Água". Se, voltarmos ao local desta mesma água, depois de algumas horas de exposição aos raios solares e eu lhe perguntar pelo que você vê, qual será sua resposta?... Do mesmo modo, quando lhe pergunto "Quem é você?", a princípio, é natural me responder de acordo com suas identificações superficiais dos condicionamentos sociais. Quem sabe, um pouco mais amadurecido — mas ainda ignorante de sua Real Natureza —, agora, impulsionado pelos novos condicionamentos de sua Busca, provavelmente me responderá que você é uma alma, um espírito, ou, quem sabe, seus mais íntimos sentimentos. De fato, é preciso uma longa exposição à Luz, de tal forma que "derreta" nossos aparentes condicionamentos, para que a Realidade que somos torne-se consciente de SI. Enquanto isso não ocorre, pela ação da ignorância, com o coração gelado, continuamos tentando matar nossa sede de Ser, com  a salgada água da exterioridade.

Outsider

Constatação sobre a grande viagem humana

A grande viagem do homem está em 
querer viajar pelo exterior do mundo, 
sem antes viajar no interior do mundo que é.

Outsider

Constatação sobre o "seguir"

Se quero compreender aquilo que, pelas palavras, você tenta me expressar, nesse caso, tenho que "seguir" o que você me diz. Não vejo problema algum no "seguir" como instrumento de compreensão; o "seguir" só passa a ser um problema, um entrave de compreensão, quando este, torna-se um irrefletido e, portanto, estagnado estado de ser. Se tenho consciência de uma meta, o seguir as setas que se apresentam "momentaneamente" no percurso, é sinal de inteligência; se agarrar a elas e, assim, retardar a alegria do encontro, aí sim, é sinal de ignorância.

Outsider

22 outubro 2013

Constatações sobre a cegueira do orgulho

Não se pode fazer um alcoólatra se deliciar com um puro e refrescante copo de suco de uvas colhidas de seu jardim, se ele prefere narcotizar suas descontroladas emoções com vinho barato, de pior qualidade...

Outsider

Ninguém perde por dar chutes psíquicos; 
perde é quem não sabe recebê-los...

Outsider

Constatação sobre o vazio

Somos como birrentas crianças, chorando pela sensação de vazio deixada pela retirada de suas chupetas, mamadeiras e colinhos; não percebemos que, sem a criação desse vazio, não há como se dar a maturidade integrativa.

Outsider

21 outubro 2013

Constatação

É interessante observar as estratégias do pensamento... Como ele se protege através das palavras... Ele diz: "eu não tenho um 'mestre'; eu tenho 'um amigo' amoroso"... Seja qual for a palavra de sua "preferência", por mais bela e descolada que seja, no fundo no fundo, não disfarça a triste realidade do pensamento: silenciosa confusão disfarçada".

Outsider

Sobre a questão do medo

16 outubro 2013

Constatação sobre a alegria popular

Quer um povo silencioso? 
De-lhe pão, circo e,
sobretudo, 
crédito.

Outsider

Sobre o processo de dispersão mental

14 outubro 2013

Constatação sobre a adulta birra infatil

Numa fase da vida, eu fazia coco nas fraldas,
depois que aprendi a usar o vaso, 
passei a ensinar os infantes a usar o vaso... 
Algumas crianças brigam comigo 
por acharem as fraldas mais comodas, mais seguras... 
Apesar das encobertas e dolorosas assaduras!

Outsider

13 outubro 2013

Constatação sobre internação

(...) Há urgência: 
acabarão me internando
se, por completo,
não me "internar"...

Outsider

11 outubro 2013

Constatação sobre ignorância

Discutir com inteligentes ignorantes
é um sinal de ignorância.

Outsider


10 outubro 2013

Constatação sobre participação em grupos

Quando sei que é hora de deixar um grupo? Quando nele me deparo com um bando de homens letrados, enciclopédicos, partidários, com excelente oratória, porém, na maioria das vezes, prolixos, os quais, como políticos, em meio de sua enorme confusão, alimentam críticas à quem consideram adversários e, com seus achismos, acreditam ter a resposta para todos os problemas do mundo. Em resultado, estes, só espalham polêmica, desarmonia, confusão.

Outsider


09 outubro 2013

Constatação sobre nosso céu e inferno

É imensamente mais fácil transcender o inferno 
da realidade de nossos velados vícios 
do que o pseudo céu de nossas bradadas 
qualidades imaginadas.



Constatação sobre a tristeza

Não é manha
esta estranha 
e tamanha 
tristeza nas 
entranhas...
Superá-la?
Uma façanha!

Outsider

Constatação sobre palavras e imagens

Palavras e imagens:
lenitivos temporários 
para nossa dolorosa
insuficiência interna.

Outsider


Constatação sobre a mente intelectualóide

É extremamente cômico perceber intelectos 
exercitando suas habilidades de argumentação, 
opiniões e julgamentos condicionados 
pelos seus fundos enciclopédicos...
Uma mente viciada em polêmica,
se alimenta de confusas argumentações.

Outsider

Constatação sobre a tristeza dos poetas

Os poetas falam, mas, 
os ouvidos adulterados, 
não escutam!

Outsider

Constatação sobre política

A política tem sua continuidade no 
florescimento da latente corrupção do homem...

Outsider

Constatação sobre os limites da razão

Brigar pela razão, nos mantém rasos, superficiais. 
O que somos ultrapassa em muito os estreitos limites da razão. 
Isso é lógico!

Outsider

08 outubro 2013

Constatações sobre relacionamentos sociais

Se você opta pelo ajustamento social, e nele, consegue o que a maioria tem por sucesso, as pessoas — em especial a família — lambem-lhe o saco; se, ao contrário, busca manter sua originalidade, as mesmas, chutam-lhe a bunda! Você vale pelo que aparenta ser, e não pelo que realmente é.

Outsider

05 outubro 2013

Constatações sobre o mundo

Nós, somos o mundo; nossas manias, nossas tendências, nossos condicionamentos, nossos medos, ambições, nossas defesas tribalistas (a começar pela família), nossa separatista ânsia de segurança psicológica é o mundo; este mundo medonho que corrompe a beleza deste universo, onde o homem, com sua limitada visão, nele, vive como um vírus...

Outsider

19 setembro 2013

Constatação sobre a esperança


A última que morre
é a esperança; 
e como cansa!

Outsider

11 setembro 2013

Percepções sobre as memórias associativas mecanicamente projetadas

A realidade que somos — por favor, é importante aqui, não fazer uso de nenhum conceito, ideia, ou achismo quanto a realidade do que somos, extraídos de algo escutado, lido, mas não vivenciado visceralmente  — encontra-se aprisionada numa cadeia de memórias associativas mecanicamente projetadas, as quais dão andamento ao processo reacionário somático o qual, por sua vez, gera experiência que dá origem ao fortalecimento à cadeia de memórias associativas mecanicamente projetadas. Esse conjunto de memórias associativas mecanicamente projetadas, foi condicionado pela influência cultural a ser associado como sendo a realidade do que somos — o que, ao longo dos anos, associamos como "eu", como "você", como "eles", como "nós". Nossa cultura dá excessiva ênfase ao desenvolvimento do processo de memorização e de técnica, deixando de lado o desenvolvimento do observar contemplativo. O "eu, você, tu, ele, nós, vós e eles" faz parte dessa cadeia de memórias associativas mecanicamente projetadas. O que é tido por "eu", é o conjunto das memórias que foram associadas ao longo dos anos e que vem sendo mecanicamente projetadas e reforçadas pelo contínuo processo das experiências. O mesmo se dá com o que o "eu" tem por ideia do que seja o "você", o sujeito daquilo que vê; a ideia que o "eu" tem a respeito de um "você", não é, em absoluto, a realidade, mas, tão somente, seu acumulo de memórias associativas mecanicamente projetadas como "você". Dentro dessa cadeia de memórias associativas mecanicamente projetadas, pela estreita janela dos sentidos — estreita devido aos condicionamentos da cadeia de memórias — "pensamos" ver a realidade do mundo (do que é). O fato é que essa cadeia de memórias associativas mecanicamente projetadas, distorce a percepção da realidade do que é. Tudo que é visto, tudo que é experienciado é adulterado pelo mecânico processo do pensar, o qual é a somatória da cadeia de memórias associativas mecanicamente projetadas. Tomemos por exemplo: vê-se um pássaro e, automaticamente, a cadeia da memória, além de rotular o que vê como sendo "um pássaro", se, em seu arquivo de memória, tiver dados quanto a espécie desse "pássaro", além de reconhecê-lo como "pássaro", verbaliza — seja oralmente ou mentalmente — "Que lindo Sabiá!" Nesse processo de reconhecimento e verbalização, resultante dessa cadeia de memórias associativas mecanicamente projetadas, cria-se o espaço, cria-se o tempo, o qual geram esse sentimento de separação entre o observador e aquilo que observa. Interessante notar que essa cadeia de memórias associativas mecanicamente projetadas, por funcionar mecanicamente, sem a presença de uma ação consciente, cria toda forma de dispersão mental, impedindo o processo do raciocínio lógico, através do qual, pode-se chegar a observação do processo de tal cadeia de memória em ação, bem como da percepção quanto ao desperdício de energia vital decorrente — do até então — incessante processo dessa cadeia de memória.

Outsider44

04 setembro 2013

Constatações

A mente é uma grande fábrica de "como"... 
Ela adora criar problemas e complicar o que é óbvio.

Outsider

31 agosto 2013

O que estamos buscando?


Já que ninguém se manifestou para subir, eu vou tentar compartilhar um pouquinho, das vivências aqui, das percepções, não é? do momento. Sei lá! O que vier! Uma das coisas que eu já tenho muito em mente é que a mensagem, a transmissão da percepção, do momento, não pode ser organizada. Se eu começar a organizar, se eu tentar me preocupar em expressar alguma coisa já é o próprio fortalecimento do eu, é o próprio fortalecimento do ego, que pode até sair muito bonito, mas não vai tocar de coração pra coração; pode soar bonito e tocar de intelecto pra intelecto. Mas, o que funciona mesmo é essa reverberação, essa coisa que vem sem ser organizada e que surge quando se dá espaço pra essa consciência que somos, se manifestar, sem se preocupar em ficar buscando na memória a coisa; a coisa flui naturalmente, não é? A coisa flui naturalmente. E a gente vem aí tentar trocar o porquê dessa sala, o porquê desses encontros, e o que a gente está conseguindo vivenciar e às vezes a gente entra um pouco no processo histórico dessa personagem de algumas décadas, e o que se está percebendo.

Achei esse tema muito interessante, nós extraímos ele de um livro, que não precisaria nem abrir o livro; era só ficar na capa desse livre do Krishnamurti, não é? “O que estamos buscando?”... O nome do livro é esse... é “O que estamos buscando?”, não é? Por que começamos a buscar alguma coisa, não é? Por que, não é?

Eu percebo que é assim: esse é um vício herdado, é um vício “transgeracional”, não é? Essa busca que você vai ser alguma coisa, ou que você vai encontrar a felicidade quando lá na frente você vir a ser alguma coisa ou vir a ter alguma coisa, não é? Todos aqui já devem ter perguntado para uma criança, como, quando criança, com certeza ouviram de algum adulto significativo, aquela pergunta: “o que você vai ser quando crescer?” não é?... “O que você vai ser?” Quer dizer: você não é! Você não é nada agora!... Só lá na frente, lá num futuro longínquo, não é? se você adotar umas letrinhas na frente do seu nome, com um quadrinho pendurado na parede, com uma estampilhazinha numa moldura, aí você vai ser alguma coisa, não é? Se você conseguir a casa da praia, a casa de campo, as viagens pela Europa e blá-blá-blá, blá-blá-blá, aí você vai ser alguma coisa, não é? E aí a gente sai partido atrás das coisas que esses adultos adulterados, com a sua educação, com a sua chamada educação adulterada, vão apontando, como fatores a serem conquistados e que prometem por felicidade; e que prometem pôr respeitabilidade; e que prometem por segurança. E aí lá vai aqui o garoto, cheio de medo, cheio de vergonha, cheio de sentimentos de inadequação, conseguidos aí dentro de um lar disfuncional, de muita repressão emocional, física, verbal, temendo o ambiente de alcoolismo e neurose; de ambientes escolares também profundamente neuróticos, onde não há a mínima expressão de uma educação psíquica, de uma educação amorosa, e eu saio correndo atrás dessas coisas que me colocaram como sendo válidas pra buscar, sem ter a mínima possibilidade de fazer qualquer questionamento quanto a esses posicionamentos aí; quanto a essas condições que foram colocadas pro freguês aqui, pra que ele fosse um homem de verdade, pra que ele fosse um homem de sucesso, pra que ele fosse um homem respeitado.

Então assim: não houve muita opção de escolhas; “É fazer ou fazer!... E engole o choro! Certo?... Engole o choro!... Vai atrás aí! Se vira nos trinta! Porque se não fizer desse jeito vai para o reformatório, certo?”... “Vai pro reformatório! Nós vamos botar você na forma aí! Não vem com essa rebeldia, ai!”

Então, aí, como você não é um adulto ainda; como você não tem nenhuma inteligência psíquica, capaz de te proporcionar aí uma autonomia psicológica, você fica nessa mendicância, da aceitação, dos tapinhas nas costas, não é? dessas pessoas significativas da sua vida. Mesmo que isso que você está fazendo para ter aceitação, “condicionada”,  e que eles chamam de amor, você se estrumbique todo, se arrebente todo, se corrompa todo. Porque, corrupção, não é só passar dinheiro embaixo da mesa; corrupção é fazer tudo aquilo que fere, que contraria o seu mais íntimo estado de ser, não é?

Então, durante anos e anos, foi um processo de auto-corrupção, de auto-sabotagem aí, por querer fazer frente a essas descabidas exigências de uma estrutura familiar e social profundamente adulterada, profundamente corruptora da essência do ser que somos; que mata toda a sensibilidade; que arrebenta toda a originalidade; que estrangula toda a autenticidade.

Então, assim, você fica exposto por algumas décadas aí; pelo menos uma década e meia à esse tipo de ambiente abusivo, à esse tipo de estrutura social abusiva, limitante, que só quer fazer você ser uma peça consumista; que só quer fazer você “funcionar”, você ser um “funcionário” de sistema que faz você só uma peça para alimentar esse sistema, que não está nem um pouquinho preocupado em fazer sair essa inteligência que está aí; e trazer seu sopro; e traze sua voz;  e trazer a sua nota; não tem nada disso... É uma estrutura que é só puro ajustamento a um processo tremendamente escravagista, limitante e que aqueles que não foram totalmente adulterados em sua sensibilidade, é óbvio que vão sentir uma dor muito forte e vão precisar de algum processo de anestesiar a esses sentimentos; de anestesiar essa dor dessa corrupção transgeracional; essa corrupção da essência daquilo que somos, pra nos ajustar àquilo que dizem que temos que ser, não é?

Então a gente sai aí durante muito tempo buscando tudo isso, pra ter essa respeitabilidade, pra ter essa aceitação, pra ter essa validação, pra ter esse seu cantinho, não é? onde você possa mostrar pros outros que você está sendo um homem de sucesso; que você merece respeito; que você merece ser convidado pros almoços de domingo. E todo mundo entra nesse joguinho!... Profundamente descontente!... Porque quando começa a tocar música do “Fantástico”,  no domingo, todo mundo sabe muito bem aquela depressão que bate e tem que correr pra geladeira, abrir e comer alguma coisa, um chocolatinho, um docinho, um salgadinho, porque lá vem a segunda-feira, não é na cara? Com a mesma rotina, o mesmo tedio, a mesma insatisfação e aquele esforço violento, com os dentes “branco de laboratório químico”, pra disfarçar que eu sou um cara feliz, que eu sou um cara ajustado, não é cara?...

Essa aí foi minha história até que veio a depressão! E eu agradeço profundamente e, toda vez que vejo alguém com depressão eu estico a mão e dou os meus parabéns: “Você é uma bem-aventurado!”... Porque a depressão não é nada mais, nada menos, de um grito dessa inteligência psíquica, dessa inteligência que somos, dizendo: “Chega!... Chega!... Chega!... Não dá mais para se ajustar ao que não é ajustável!... Ou você faz o resgate daquilo que você é, ou eu te mato!”
Então, assim: pra mim, esse processo brecou com essa depressão profunda que quase me levou ao suicídio; por muito pouco não cheguei ao suicídio; que era uma compreensão errada da necessidade de um “egocídio” aí, que vem, sem esforço, que vem por esse processo do início de uma educação psíquica, e que cada um começa ter essa educação psíquica dentro dos ambientes que vão encontrando aí; dentro dos ambientes que vão encontrado. A minha educação psíquica começou dentro de um centro espírita, que foi o primeiro lugar que eu comecei a contrariar o processo nefasto do cristianismo que me foi apresentado; veja bem: do cristianismo que me foi apresentado; não estou falando mal contra o cristianismo, não. E aí começou todo um processo: encontrei os grupos anônimos, não é? A quem eu sou profundamente grato; em cada grupo anônimo que eu fiz parte, foi uma oficina aí de trabalho, pra colocar esses instintos naturais que nos foram dadas aí pela Grande Vida, que estavam totalmente deturpados pela ação dos condicionamentos... desse egocentrismo aí. Então, cada oficina aí foi trabalhando numa questão aí; e essas questões que me levaram a esses grupos, num determinado momento, elas foram sanadas, só que aí ficou um grande vazio, porque esse processo, esse processo de bê-á-bá psíquico, essa educação psíquica que a gente começa a colher em todas essas escolas aí; acredito que todas essas escolas que a gente foi passando aí — cada um sabe por onde passou — elas vão tirando esses condicionamentos materialistas, mas elas criam os condicionamentos espiritualistas, que às vezes são profundamente impossíveis — pelo menos pro freguês aqui, não era palpável, não é possível, não é possível. Quer dizer: eu troco uma imagem e vou pra uma imagem espiritualista e saio buscando isso daí.

Então, chegou um momento que essa busca também não estava funcional; não estava mais surtindo resultado; e foi aí que caiu na mão esse material aí, com, inicialmente, o Osho e depois com Krishnamurti. Houve antes de Krishnamurti, houve um período legal com o Osho e depois quando caiu Krishnamurti, aí a coisa começou a descer redondo... E ele começou a quebrar todos esses condicionamentos que eu também fui colhendo dentro dessa chamada busca da verdade, dessa chamada busca do despertar; que na realidade eu não estava buscando nada disso! Não estava tendo busca da verdade coisa nenhuma! Não estava tendo a busca da espiritualidade coisa nenhuma! O que ocorria é que havia um estado de profunda contradição interna, em tudo! Em tudo! Nas
nas relações; no cotidiano; na profissão... Em tudo!... Do freguês com o freguês mesmo!... Então, o que tinha aqui era uma busca pra desabafar aquele profundo estado de contradição. Foi sempre isso! Sempre procurando alguém pra me dizer como fazer pra sair daquele estado de conflito... Sempre foi isso! Não tinha esse negócio de correr atrás da verdade!

E aí eu  percebo que essa coisa de buscar um Deus, aqui pro freguês, foi na realidade a tentativa de achar alguma coisa que pudesse tirar aquela dor que os humanos em volta de mim, por mais boa vontade que tivessem, tinham a sua limitação e não conseguiam expressar aquilo. Sabe aquela coisa que o poeta fala, não é? “Ninguém está me dizendo que eu quero ouvir; e ninguém também está entendendo que eu estou querendo dizer!” E aí, quando cai esse material do Krishnamurti,  começo a perceber a realidade de como usei esses ambientes como uma fuga; como usei essas imagens, essas ideias de Deus, esses conceitos, esses achismos, todo esse material metafísico, esotérico, de auto-ajuda, simplesmente para tentar acabar com a dor e manter as zonas de conforto... E manter as zonas de conforto sem questioná-las. Só que é bem o que eu falei no encontro de ontem, não é? Krishnamurti não vem trazer paz pra ninguém, não! Não vem mesmo! Como nenhum homem aí que tenha tido uma percepção, como a verdade, não é? Porque não é o homem, não é a personalidade, mas essa Consciência que está ali, naquele veiculozinho de carnê e osso ali, ele não vem trazer paz, ele vem trazer a espada mesmo! Vem cortar aí, tudo o que é falso! Vem cortar tudo que é falso! E o que é difícil é justamente isso: esse processo de autoconhecimento, começa apresentar a falência de tudo o que foi montado durante décadas, em nome de encontrar essa respeitabilidade; e aí você começa a olhar a “natureza exata” de cada uma dessas relações, e começa a ver que cada uma dessas relações não foram montadas na base sólida do amor: foram sempre montadas em cima da busca da satisfação de algum instinto degenerado... É o instinto degenerado de segurança; o extinto degenerado do sexo; do companheirismo; do medo da solidão e do abandono; da facilitação diante da vida material... E aí você não sabe o que fazer com tudo isso, porque você começa a ver a grande fraude — a grande fraude — que é essa personalidade que seguiu um script social, que foi escrito por quem ele nem sabe quem escreveu isso... Então fica muito difícil olhar pra isso; e só os sérios mesmo, aqueles que tem saco roxo, vão conseguir olhar isso, de uma maneira como um cientista: sem entrar naquelas ideias reativas que o próprio pensamento cria. Porque o pensamento, ele também vai pegar tudo isso que a Consciência está trazendo à consciência, para criar conflito, para criar aquelas reações inconscientes inconsequentes, então chutar o pau da barraca de tudo! E não é bem isso a proposta! Pelo menos da minha compreensão aqui, na compreensão do freguês aqui; qualquer a ação que seja desse ego, desse fundo, pode trazer um alívio momentâneo, mas traz mais confusão ainda! Enquanto qualquer movimentação foi por essa base — a base é a confusão — o resultado vai ser confuso. Isso a gente foi vendo aí nessa caminhada e tem visto o quanto realmente é difícil ficar só sentado observando, porque pra mente lógica, cartesiana, racional, que foi condicionada a resolver problemas, a criar problemas e resolver problemas, a ter algum tipo de ação, “você tem que se doar”, “você precisa exercitar”, “você precisa e isso”,  “você precisa fazer caridade”... Que é uma puta sacanagem, não é cara?... Você é usar o cara que está mais ferrado, para tentar tampar seus buraco aí, pela falta de competência de compreender a si mesmo, não é? É uma puta sacanagem esse negócio de caridade, não é cara?... Que criança esperança essa daí, não é cara?

Então, assim: hoje, fica bem claro, que o lance é só observar; só observar... Não é? Não buscar mais absolutamente nada! É um momento muito difícil também você se deparar, não é? Porque é frustra inclusiva essa ideia de “iluminação”. Frustra tudo! Esse material frustra tudo isso aí! Frustra toda a imagem que é criada; é tudo imagem! Até a imagem da iluminação, do que a eliminação pode trazer pra mim, do que o encontro com a verdade pode trazer pra mim. Na realidade, não se está querendo nada de um encontro com a verdade; só cá parar de sofrer, não é cara? Mas quero parar de sofrer, de novo colocando o resultado nas mãos de terceiros; só que agora o terceiro espiritual aí, é uma entidade aí. Quando você se depara com esses materiais tão claros que apontam a falência disso, a grande maioria não tem estrutura pra ficar com isso; porque não aprendeu a ficar com isso, não é? Não aprendeu a ficar nesse processo de autonomia psicológico, de sentar, não é? E observar!

E é isso que a gente vem fazendo; e é isso que essa sala vem apresentando; que esse material vem apresentando pro freguês aqui: uma capacidade de percepção nunca antes se quer imaginada; uma capacidade de ficar com o que é, nunca antes sequer imaginada; uma capacidade de não ter mais a necessidade de dar a última palavra; de não ter mais a necessidade de ficar entrando em controvérsias com aquele confradezinho que está ali totalmente identificado com esse processo de criar confusão, de querer vomitar o próprio estado interno de contradição, criando mais contradição, contaminando mais com contradição.

Então, hoje, o lance, é bem uma frase que a Deca gosta muito de falar aqui: “tempo de silêncio e solidão”... Está doendo? Faça uso dessa poderosa ferramenta que lhe foi dada pela Grande Vida: a bunda pra sentar numa cadeira; os dois cotovelos pra segurar a cabeça e observe o que está rolando. E, se você for sério, algo vai ser revelado!

Então é isso aí gente! Um fraterabraço pra vocês, obrigado pela escuta atenta!

Outsider44
<br>

Nós, adultos adulterados adulterantes


Nós, adultos adulterados adulterantes
... Psicológico aí, que foi colocado na nossa cabeça aí  e que fica esse acúmulo de memória, esse que é o problema. Então a gente vem aí com esse grupo, vem estudando como é que foi o processo de condicionamento nosso; a gente perceber esses condicionamentos e também não transferir esses condicionamentos como um adulto adulterante. Na observação desses condicionamentos, fica fácil de percebê-los e de não transferir de forma inconsciente e inconsequente — que foi exatamente o que acabou ocorrendo como esses, com essas pessoas significativas de nossa vida, que tentarão dar o melhor delas para nós, mas que não tinham consciência de que muito do que eles achavam que era educação, era na realidade abuso.
Nós ouvimos agora experiência do Luiz, com essa honestidade emocional e a gente percebeu: o outro está acreditando que está nos incentivando, quando na verdade, muitas vezes é abuso. Então, muito do que foi passado como educação, era um processo de abuso, que fragmenta; quero nos enche dessa vergonha tóxica que acaba contaminando tudo na nossa vida, não é?
Então, quando a gente está falando e a gente acaba citando algumas pessoas significativas da nossa vida, não é com o sentido, não é? — de criar aí uma caça às bruxas, ou satanizar essas pessoas. Não é nada disso! Até porque, eu hoje quando olho  em volta, eu percebo que a grande maioria dessas pessoas, desses adultos adulterados adulterantes, que foram pessoas psicologicamente significativas na minha vida, elas nem sequer chegaram a ter a possibilidade de se perceberem como pessoas adulteradas, profundamente adulteradas, que vieram de famílias muito mais disfuncionais, que vieram de eras e ambientes muito mais disfuncionais.
Então, quando a gente cita isso, é pra quem sabe facilitar a percepção, não é? O entendimento e, quem sabe, com essa identificação, um confrade sobe aqui e traz mais alguma coisa, e a gente consiga perceber mais uma parte desse processo, não é?
A gente costuma — eu tenho procurado dar o nome — só pra gente conversar, porque não há a ideia de organização nisso, mas, eu tenho dado o nome de “pensamentose descentralizante, não é? “Ose” quer dizer “doença”, então, a doença do pensamento (psicológico condicionado) que nos descentralizou; que nos descentraliza; que nos tira o foco; que nos tira o “sopro” (que nos habita e no qual somos); que nos tira o ritmo; que nos tirar a sensibilidade; que nos tirar esse senso de pertencer; que cria essa ilusão de separatividade, não é?
Então, a gente vem aí com esse grupo tentando traçar assim esse “processo”, como numa doença. Uma doença é caracterizada pelos sintomas de incubação, não é? os sintomas de manifestação, e a partir do momento que você vê isso há um processo de retomada de consciência — de cura. Esse material todo que está aí, ele aponta justamente para um “processo de resgate dá consciência que somos”; ele aponta pra isso; ele aponta pra percepção desses condicionamentos. O que a gente vem falando, é que é um processo “ego-conhecimento”: a gente vai nesse processo de ego-conhecimento, ou seja, conhecendo as manifestações desse “ego”, a maneira como que ele funciona e, através disso, quem sabe, a gente tem essa experiência de autoconhecimento, ou seja, conhecer aquilo que realmente somos e não aquilo pelo qual nós somos criados para acreditar que somos: esse personagem, não é? De um script aí, muito maluco.
Então, é isso aí gente! Eu vou me despedindo de vocês aí, deixando um forte abraço fraterno aí pra vocês; chutes nas canelas bem fortes aí, para vocês pularem bastante aí, e ver se cai dos ossos, os possíveis condicionamentos que estão impedido de ver e de sentir aí, o que que vem a ser a verdadeira liberdade de espírito humano. Está bom, gente? Beijo no coração de todos e vou colocar uma música que da Mariza monte aqui, pra vocês aí, “tá bom?” Beijão aí! Outsider

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Escolho meus amigos pela pupila

Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.

A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos. Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.

Para isso, só sendo louco! Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.

Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta. Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.

Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice! Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa. Tenho amigos para saber quem eu sou. Pois ao vê-los loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que a "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.

Oscar Wilde

QUE BOM QUE VOCÊ CHEGOU! JUNTE-SE À NÓS!