Este blog não foi criado para quem já fechou as persianas de sua mente e cuidadosamente as fixou para que nenhum filete de luz de novas idéias penetre e perturbe sua sonolenta e estagnante zona de conforto. Este blog é para os poucos que querem entrar na terra firme da experiência direta por não verem outro caminho mais seguro a tomar.

12 setembro 2014

A dolorosa experiência do deserto

Como no filme, "As quatro plumas", há um momento no paradigma, em que, conscientes de que somos prisioneiros do pensamento condicionado, em meio ao deserto — na cela criada por nós mesmos —,  ficamos andando em círculos, desnutridos, em meio de sussurros e gemidos; o sofrimento é tão grande que parte de nós, não vê outra saída a não ser a ideia de colocar fim na existência sem vida. Parece ser somente quando ocorre essa total desilusão, que somos lançados na solidão do deserto, onde temos que fazer frente ao inimigo, até acertá-lo em seu centro vital. É só depois desse enfrentamento solitário que toda forma de apoio psicológico pode ser abandonada e, então, poder voltar para casa e, com propriedade, ter naquilo que se é, uma mensagem transformadora. Nisso há honra, nisso há coragem.

Outsider

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Escolho meus amigos pela pupila

Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.

A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos. Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.

Para isso, só sendo louco! Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.

Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta. Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.

Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice! Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa. Tenho amigos para saber quem eu sou. Pois ao vê-los loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que a "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.

Oscar Wilde

QUE BOM QUE VOCÊ CHEGOU! JUNTE-SE À NÓS!