Como no filme, "As quatro plumas", há um momento no paradigma, em que, conscientes de que somos prisioneiros do pensamento condicionado, em meio ao deserto — na cela criada por nós mesmos —, ficamos andando em círculos, desnutridos, em meio de sussurros e gemidos; o sofrimento é tão grande que parte de nós, não vê outra saída a não ser a ideia de colocar fim na existência sem vida. Parece ser somente quando ocorre essa total desilusão, que somos lançados na solidão do deserto, onde temos que fazer frente ao inimigo, até acertá-lo em seu centro vital. É só depois desse enfrentamento solitário que toda forma de apoio psicológico pode ser abandonada e, então, poder voltar para casa e, com propriedade, ter naquilo que se é, uma mensagem transformadora. Nisso há honra, nisso há coragem.
Outsider
