Será que eles amam mesmo o que fazem, ou, de forma inconsciente, amam o que adquirem através daquilo que fazem?
Este blog não foi criado para quem já fechou as persianas de sua mente e cuidadosamente as fixou para que nenhum filete de luz de novas idéias penetre e perturbe sua sonolenta e estagnante zona de conforto. Este blog é para os poucos que querem entrar na terra firme da experiência direta por não verem outro caminho mais seguro a tomar.
29 junho 2010
Constatações
Numa terra de cegos, quem têm um olho que vê, de forma alguma é rei, mas sim, um insatisfeito solitário proscrito.
28 junho 2010
Meu Perfil
Relacionamento:
casado (alguns familiares acham que sou "amigado" por não ter praticado teatro com véu e grinalda)
casado (alguns familiares acham que sou "amigado" por não ter praticado teatro com véu e grinalda)
Aniversário:
4 de março (sempre com a mesma musiquinha: "...cada ano que passa...")
4 de março (sempre com a mesma musiquinha: "...cada ano que passa...")
Idade:
46 anos
46 anos
Idiomas que falo:
Portinglês (no dia a dia tem mais palavra inglesa que portuguesa)
Portinglês (no dia a dia tem mais palavra inglesa que portuguesa)
Quem sou eu:
Alguém que com o passar dos anos descobriu que ser estúpido dá muito mais prazer que viver sob o jugo da inteligência. Sendo estúpidos, somos mais felizes.
Filhos:
literalmente, nem fodendo!
Etnia:
terráqueo
Religião:
Prá quê?
Visão política:
Você ainda acredita nisso?... Por estar tudo partido, escolhi ficar sem nenhum partido.
Orientação sexual:
De preferência, sempre prá cima.
Estilo:
Insatisfeito
Fumo:
deixei de ser tonto
Bebo:
Coca
Animais de estimação:
Um puto de um cachorro que mija por todos os cantos da casa.
Página web:
http://www.njro.fot.br
Paixões:
Uma vida inteira consagrada à renúncia à inteligência e à sensibilidade. Ser um verdadeiro babaca. Ser um estúpido por excelência: um sovina, egoísta, sem outra preocupação além do dinheiro, sem outro tormento e dúvida existencial além de ganhar o mais possível.
Esportes:
Vê se adivinha: Vinte e duas crianças correndo atrás de uma pelota; ajuizadas por três diferenciadas crianças, gerenciadas por um grupo de anônimas crianças, comentadas por crianças aposentadas e assistidas mundialmente por milhões de outras fanáticas crianças?
Atividades:
Tagarelar o máximo possível sobre coisas prosaicas,corriqueiras, sobre como está o tempo, sobre os resultados esportivos e todas essas coisas sem importância e fúteis. Colecionar na parede do meu estúdio cartazes do Michael Jackson, do selecionado brasileiro, de carros esportes, de garotas popuzudas, de personalidades intelectuais como a turma do pânico.
Livros:
Todos que possam tornar minha vida uma banalidade, que me proporcione comodismo e estagnação. Que me possibilte muito mais que o mero ajustamento necessário para o convívio com pessoas idiotas, inconscientes, cheias de certezas e preconceitos, mas que me transforme num perfeito imbecil feliz.
Música:
As do imbecil do carro da frente.
Programas de tv:
Tá Loco?
Filmes:
ASA 100
Cozinhas:
Da padoca perto de casa
Telefone residencial:
Panasonic
Telefone celular:
Samsung
Linha de endereço 1:
Terra
Linha de endereço 2:
Desconhecido
Cidade:
São Paulo
Estado:
Prá lá de Entediado
01 junho 2010
Ecos do meu interior
Vez por outra, deparo-me com ecos da minha benigna inquietude...
PANORAMA ALÉM
Não sei que tempo faz, nem se é noite ou se é dia.
Não sinto onde é que estou, nem se estou. Não sei de nada.
Nem de ódio, nem amor. Tédio? Melancolia.
-Existência parada. Existência acabada.
Nem se pode saber do que outrora existia.
A cegueira no olhar. Toda a noite calada
no ouvido. Presa a voz. Gesto vão. Boca fria.
A alma, um deserto branco: -o luar triste na geada...
Silêncio. Eternidade. Infinito. Segredo.
Onde, as almas irmãs? Onde, Deus? Que degredo!
Ninguém.... O ermo atrás do ermo: - é a paisagem daqui.
Tudo opaco... E sem luz... E sem treva... O ar absorto...
Tudo em paz... Tudo só... Tudo irreal... Tudo morto...
Por que foi que eu morri? Quando foi que eu morri?
Cecília Meireles
PS - amorosamente enviado por minha inquieta companheira Deca
15 maio 2010
Homenagem a um falecido ser nutritivo
Ah, Clarice!
Como eu gostaria de ter te conhecido pessoalmente... Com certeza, teríamos saborosas conversas nutritivas (hoje escassas no mercado)....
Rifa-se um coração quase novo.
Um coração idealista.
Um coração como poucos.
Um coração à moda antiga.
Um coração moleque que insiste
em pregar peças no seu usuário.
Um leviano e precipitado coração que acha que Tim Maia estava certo quando escreveu...
"...não quero dinheiro, eu quero amor sincero, é isso que eu espero...".
Um idealista...Um verdadeiro sonhador...
Rifa-se um coração que nunca aprende.
Que não endurece, e mantém sempre viva a esperança de ser feliz, sendo simples e natural.
Um coração insensato que comanda o racional sendo louco o suficiente para se apaixonar.
Um furioso suicida que vive procurando relações e emoções verdadeiras.
Rifa-se um coração que insiste em cometer sempre os mesmos erros.
Esse coração que erra, briga, se expõe.
Perde o juízo por completo em nome de causas e paixões.
Sai do sério e, às vezes revê suas posições arrependido de palavras e gestos.
Este coração tantas vezes incompreendido.
Tantas vezes provocado.
Tantas vezes impulsivo.
Rifa-se este desequilibrado emocional que abre sorrisos tão largos que quase dá pra engolir as orelhas, mas que também arranca lágrimas e faz murchar o rosto.
Um coração para ser alugado, ou mesmo utilizado por quem gosta de emoções fortes.
Um órgão abestado indicado apenas para quem quer viver intensamente contra indicado para os que apenas pretendem passar pela vida matando o tempo, defendendo-se das emoções.
Rifa-se um coração tão inocente que se mostra sem armaduras e deixa louco o seu usuário.
Um coração que quando parar de bater ouvirá o seu usuário dizer para São Pedro na hora da prestação de contas: "O Senhor pode conferir. Eu fiz tudo certo, só errei quando coloquei sentimento. Só fiz bobagens e me dei mal quando ouvi este louco coração de criança que insiste em não endurecer e,
se recusa a envelhecer".
Rifa-se um coração, ou mesmo troca-se por outro que tenha um pouco mais de juízo.
Um órgão mais fiel ao seu usuário.
Um amigo do peito que não maltrate tanto o ser que o abriga.
Um coração que não seja tão inconseqüente.
Rifa-se um coração cego, surdo e mudo, mas que incomoda um bocado.
Um verdadeiro caçador de aventuras que ainda não foi adotado, provavelmente, por se recusar a cultivar ares selvagens ou racionais, por não querer perder o estilo.
Oferece-se um coração vadio, sem raça, sem pedigree.
Um simples coração humano.
Um impulsivo membro de comportamento até meio ultrapassado.
Um modelo cheio de defeitos que, mesmo estando fora do mercado, faz questão de não se modernizar,
mas vez por outra, constrange o corpo que o domina.
Um velho coração que convence seu usuário a publicar seus segredos e a ter a petulância de se aventurar como poeta
Como eu gostaria de ter te conhecido pessoalmente... Com certeza, teríamos saborosas conversas nutritivas (hoje escassas no mercado)....
Rifa-se um coração
Rifa-se um coração quase novo.
Um coração idealista.
Um coração como poucos.
Um coração à moda antiga.
Um coração moleque que insiste
em pregar peças no seu usuário.
Rifa-se um coração que na realidade está um pouco usado, meio calejado, muito machucado e que teima em alimentar sonhos e, cultivar ilusões.
Um pouco inconseqüente que nunca desiste de acreditar nas pessoas.Um leviano e precipitado coração que acha que Tim Maia estava certo quando escreveu...
"...não quero dinheiro, eu quero amor sincero, é isso que eu espero...".
Um idealista...Um verdadeiro sonhador...
Rifa-se um coração que nunca aprende.
Que não endurece, e mantém sempre viva a esperança de ser feliz, sendo simples e natural.
Um coração insensato que comanda o racional sendo louco o suficiente para se apaixonar.
Um furioso suicida que vive procurando relações e emoções verdadeiras.
Rifa-se um coração que insiste em cometer sempre os mesmos erros.
Esse coração que erra, briga, se expõe.
Perde o juízo por completo em nome de causas e paixões.
Sai do sério e, às vezes revê suas posições arrependido de palavras e gestos.
Este coração tantas vezes incompreendido.
Tantas vezes provocado.
Tantas vezes impulsivo.
Rifa-se este desequilibrado emocional que abre sorrisos tão largos que quase dá pra engolir as orelhas, mas que também arranca lágrimas e faz murchar o rosto.
Um coração para ser alugado, ou mesmo utilizado por quem gosta de emoções fortes.
Um órgão abestado indicado apenas para quem quer viver intensamente contra indicado para os que apenas pretendem passar pela vida matando o tempo, defendendo-se das emoções.
Rifa-se um coração tão inocente que se mostra sem armaduras e deixa louco o seu usuário.
Um coração que quando parar de bater ouvirá o seu usuário dizer para São Pedro na hora da prestação de contas: "O Senhor pode conferir. Eu fiz tudo certo, só errei quando coloquei sentimento. Só fiz bobagens e me dei mal quando ouvi este louco coração de criança que insiste em não endurecer e,
se recusa a envelhecer".
Rifa-se um coração, ou mesmo troca-se por outro que tenha um pouco mais de juízo.
Um órgão mais fiel ao seu usuário.
Um amigo do peito que não maltrate tanto o ser que o abriga.
Um coração que não seja tão inconseqüente.
Rifa-se um coração cego, surdo e mudo, mas que incomoda um bocado.
Um verdadeiro caçador de aventuras que ainda não foi adotado, provavelmente, por se recusar a cultivar ares selvagens ou racionais, por não querer perder o estilo.
Oferece-se um coração vadio, sem raça, sem pedigree.
Um simples coração humano.
Um impulsivo membro de comportamento até meio ultrapassado.
Um modelo cheio de defeitos que, mesmo estando fora do mercado, faz questão de não se modernizar,
mas vez por outra, constrange o corpo que o domina.
Um velho coração que convence seu usuário a publicar seus segredos e a ter a petulância de se aventurar como poeta
21 abril 2010
Os bastidores da fé
As religiões organizadas nada têm que ver com os dizeres dos grandes instrutores. Os instrutores disseram: Não mateis, amae o vosso próximo, no entanto, as religiões, por interesse rendoso, animam e apoiam o assassinato da humanidade... As religiões, por todo o mundo, não somente exploram por meio do medo, como também separam o homem do homem. Essas religiões organizadas não podem, de modo algum, ajudar o homem na realização da verdade.
Krishnamurti - A Essência da Maturidade - ICK
20 abril 2010
Fórmula Um
Ele amanheceu com a dolorosa e crônica sensação da falta de sentido, a qual transformou o simples ato de levantar seus 2m e 5 cm de altura, num verdadeiro parto. Ao descer pelas escadas, deparou-se com a dura realidade de um pai alcoolizado a dormir no sofá, ao lado de várias latas de cerveja vazias, bem como um copo cheirando a Whisky. Mesmo tendo ouvido de um conceituado médico sobre a gravidade de seu estado de saúde, com tristeza pode constatar a insana insistência de seu velho, na fuga de si mesmo através do álcool.
A caminho do seu local de trabalho, a falta de sentido foi se intensificando em meio ao acentuado tráfego de carros, assim como de seus tumultuados pensamentos.
Já no estacionamento da Academia, deparou-se com o manobrista, seu Alberto, com o mesmo sorriso e as mesmas palavras de bom dia. Ainda na recepção, antes mesmo de passar pela catraca eletrônica, as fortes batidas musicais ajudaram a acelerar ainda mais a freqüência de seus pensamentos, bem como o vazio deixado pela constatação de uma vida de mediocridade. Respirou fundo, alongou os braços e pescoço e com movimentos lentos caminhou em direção de um dos alunos da Academia.
- Bom dia professor! Belê?
- Estamos aí!- Que cara é essa? Parece preocupado.
- Reflexos de uma noite mal dormida.
- Está com algum problema?
Ele limitou-se a um leve sorriso. Até pensou em responder que sua existência sem vida era seu grande problema, mas percebeu que tal resposta seria pura perda de tempo e energia.
- Então, teacher, assistiu os treinos da fórmula um?- Não.
- Não sabe o que perdeu.
Esforçando-se em mais um contrariado sorriso, lentamente saiu em direção ao vestiário, questionando-se por onde andariam as pessoas que, como ele, estão comprometidas não com os resultados da fórmula um, mas sim em chegar na fórmula de ser tão somente um.
19 abril 2010
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O raso distorce tudo que vê, inclusive a realidade de si mesmo, conforme as próprias conveniências. Nelson Jonas
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Vendo-se o que está se passando no mundo, e principalmente neste país, parece-me que o que se faz necessário é uma revolução total de consci...
Escolho meus amigos pela pupila
Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos. Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco! Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta. Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice! Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa. Tenho amigos para saber quem eu sou. Pois ao vê-los loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que a "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos. Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco! Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta. Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice! Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto; e velhos, para que nunca tenham pressa. Tenho amigos para saber quem eu sou. Pois ao vê-los loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que a "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.
Oscar Wilde

